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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por entre as árvores


Desculpe se corro por entre as árvores...

Não estou fugindo do que És...
Também sei que tudo consegues ver...
Mas só não posso encarar Tua face olhando-me.
Este corpo que perece ao tempo e a raiva.
Seca discursos de moral ou de respeito...
Castiga meu coração.
Sinto-me cegar por entre as folhas...
Escolhi a maior árvore do jardim para me esconder: o peso do meu dever.
Não quero Tua partida..
Mas me espera... Sei que vou melhorar...
Não por Ti...Mas por mim.
É humilhante ser menos do que um dia foi.
Acaso é pecado também querer ser vista apenas em tempos de glória?
Amo-me em minhas glórias...
Detesto-me em meu silêncio e lágrima e medo ou repulsa...
Às vezes me esqueço se estou vestida ou se é o frio que está mais intenso...
Mas saibas que posso sentir a Tua luz...
Que é a única coisa que consegue chegar aqui.