Desculpe se corro por entre as árvores...
Não estou fugindo do que És...
Também sei que tudo consegues ver...
Mas só não posso encarar Tua face olhando-me.
Este corpo que perece ao tempo e a raiva.
Seca discursos de moral ou de respeito...
Castiga meu coração.
Sinto-me cegar por entre as folhas...
Escolhi a maior árvore do jardim para me esconder: o peso do meu dever.
Não quero Tua partida..
Mas me espera... Sei que vou melhorar...
Não por Ti...Mas por mim.
É humilhante ser menos do que um dia foi.
Acaso é pecado também querer ser vista apenas em tempos de glória?
Amo-me em minhas glórias...
Detesto-me em meu silêncio e lágrima e medo ou repulsa...
Às vezes me esqueço se estou vestida ou se é o frio que está mais intenso...
Mas saibas que posso sentir a Tua luz...
Que é a única coisa que consegue chegar aqui.
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